Há dias alguém contava à minha frente como na DGAJ não se compreendia que as secretarias judiciais precisam de armários para guardar os processos.
Não foi bem como se contou aqui mesmo porque certos pormenores parecem interessar pouco.
À DGAJ foram pedidos armários mas esta, zelosa das suas burocracias, informou que as Varas Criminais já tinham muitos e que eram suficientes.
Só que, como é evidente, os "muitos" não são demais porque, como se imagina, as pessoas não pedem armários se não precisarem deles.
Logo alguém sugeriu em tom de brincadeira que se tinham de quotizar os advogados para comprar móveis no IKEA.
Aquilo que foi tratado na comunicação social (com excepção do destaque que foi dado aqui) como um fait-divers sem grande importância é de uma gravidade extrema.
A justiça não tem verbas para comprar meia dúzia de armários ou a incompetência não permite compreender que a necessidade não é um simples capricho?

1 comments:
Por cá pagaram-nos, mas tivemos que ir ao AKI.
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